Teorias e práticas da Psicologia Social

Psicossocial

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O apodrecer de uma nação

31 / Maio / 2008 por Augusto Galery

Publicamos, aqui, a mensagem-denúncia feita pelo Prof. Gregório Baremblitt sobre o atentado sofrido pela organização argentina Mães da Praça de Maio. O psicossocial.com.br se solidariza com a entidade e convida seus leitores a divulgarem o fato e a se indignarem conosco.

La podredumbre de una nación

Por Gregorio F.Baremblitt

La fecha del 11 de Mayo del año 2008 podría ser estigmatizado como el “Dia de la podredumbre argentina”. Durante la noche los asesinos, torturadores, ladrones, raptores y depredadores de siempre, violentaron las puertas de una de Sedes de la Organización de las Madres de la Plaza de Mayo, en Buenos Aires, damnificando las instalaciones y robando un pañuelo emblemático de ese espléndido movimiento de defensa de los Derechos Humanos.

También en esa fecha, amenazaron de muerte a una de sus venerables fundadoras, Hebe Bonafini, y a su hija.
Los perpetradores de esos actos nauseabundos no son “Grupos ajenos a nuestro modo occidental y cristiano de vida”, como acostumbran inveteradamente a apostrofar los nazifacismos argentinos y en especial la dictadura militar de los años setenta, a todos los que ya exterminava o proyectaba eliminar.

Son las bandas de mercenarios de las clases, organizaciones, movimientos, credos, sectas, familias e individuos tenebrosos que explotan, dominan, roban, ensangrientan y mistifican el país desde la Colonia hasta el presente.

Si “nuestro modo occidental y cristiano de vida” consiste en la Patagonia Trágica, en la Masacre de Trelew, en los atentados a entidades pacíficas, en la miseria, la pobreza, el analfabetismo y la submision, o en la estupidización populista del Pueblo argentino, que Occidente desaparezca y que el Mesías vuelva con su látigo para castigar a quien invoca su nombre para celebrar un genocidio.

La Fundación Gregorio F. Baremblitt de Minas Gerais se solidariza enfática aunque humildemente con las Madres de Plaza de Mayo, y reclama del Gobierno argentino la inmediata identificación y severa punición de los culpables.
Abaixo, a tradução do texto:

O apodrecer de uma nação

Por Gregório Baremblitt

A data de 11 de maio de 2008 poderia ficar marcada como o “Dia da Podridão Argentina”. Durante a noite, os assassinos, torturadores, ladrões e depredadores de sempre violentaram as portas de uma das sedes da “Organização das Mães da Praça de Maio”, em Buenos Aires, danificando as instalações e roubando um lenço* emblemático deste esplêndido movimento de defesa dos direitos humanos. Também nesta data ameaçaram de morte a Hebe Bonafini, uma das fundadoras da Organização, e à sua filha.

Os perpetradores destes atos nauseabundos não são “grupos alheios a nosso modo ocidental e cristão de vida”, como costumam chamar os nazi-fascistas argentinos e em especial a ditadura militar dos anos setenta a todos que exterminava ou pretendia eliminar.

São os grupos de mercenários das classes, organizações, movimentos, credos, seitas, famílias e indivíduos tenebrosos que exploram, roubam, ensanguentam e mistificam o país desde a época colonial até hoje. Se “nosso modo ocidental e cristão de vida” consiste na Patagônia Trágica, no Massacre de Trelew, nos atentados a entidades pacíficas, na miséria, na pobreza, no analfabetismo e na submissão ou na estupidificação populista do povo argentino, que o Ocidente desapareça e que volte o Messias com seu chicote para castigar quem invoca seu nome para celebrar um genocídio.

A Fundação Gregório Baremblitt de Belo Horizonte se solidariza de forma enfática, ainda que humildemente, com as Mães da Praça de Maio e exige que o Governo Argentino proceda à imediata identificação e severa punição dos culpados.

*De acordo com Fernando de Tacca (confira aqui), os lenços (pañuelos) “são marcas indiciais da história das Mães da Praça de Maio, movimento que vive de uma lembrança memorial e se tornaram um símbolo contemporâneo de luta por justiça social, liberdade e pela vida. Encontramos esse símbolo em muitos espaços da cidade, cristalizado em pedras portuguesas no próprio chão da praça, em grafites nos muros, em cartazes, e sempre nas cabeças das madres como identidade de um elo perdido de suas vidas”. Assm, “os pañuelos vivem e permeiam o cotidiano como marcas doloridas de busca da verdade e símbolo de uma trágica identidade social”.

Agradecemos imensamente a Sandro Serpa a tradução e a pesquisa sobre os pañuelos.

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Austregésilo Carrano

29 / Maio / 2008 por Liliane
31 / Maio / 2008
4:00 pm

Morreu na tarde do dia 27 de maio 2008 vitima de um câncer de figado Austregésilo Carrano Bueno. Ele foi um integrante do Movimento da Luta Antimanicomial. Autor do livro “Canto dos Malditos” onde conta sua experiência nos hospitais psiquiátricos e denuncia os absurdos cometidos diariamente nessas instituições. O livro baseou o premiado filme “Bicho de Sete Cabeças.

No sábado a partir das 16:00 h na Pça Benedito Calixto será feita uma homenagem ao Carrano que terá a presença do Coral Cênico Cidadãos Cantante

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XI Conferência Nacional de Direitos Humanos

28 / Maio / 2008 por Liliane

O Grupo de Trabalho Nacional da XI Conferência Nacional de Direitos Humanos promoveu, ontem, uma vídeo-conferência com o objetivo de divulgar e fortalecer a mobilização para as Conferências Estaduais, que acontecerão até Agosto de 2008. A XI Conferência Nacional de Direitos Humanos terá sua etapa nacional entre 15 e 18 de dezembro de 2008, em Brasília, com a participação de 1.200 delegados eleitos em todo o país. Serão colhidos subsídios para atualizar e rever o Programa Nacional de Direitos Humanos, que orienta as políticas públicas e o orçamento da União para o setor. Os organizadores prevêem que esta edição da Conferência será a mais ampla de todas realizadas anteriormente.

Estiveram presentes à video-conferência 14 Estados (MS, MG, AP, CE, MA, RS, GO, AM, PE, ES, SP, TO, RJ, DF) , apenas dois não conseguiram o auditório e os demais tiveram problemas com a conexão digital. As notícias, no geral, são de que a mobilização para a execução das Conferências Estaduais já está em andamento. Algumas questões que serão levadas para o encontro nacional também já começam a ser anunciadas: um plano nacional de Direitos Humanos, Orçamento da União para 2009, revisão e ampliação do Programa Nacional de DH, impunidade jurídica, PAC, movimento sociais, saúde, educação, juventude, trabalho escravo, tráfico de mulheres, tráfico de drogas, violência, saúde mental, tortura.

Fiquem atentos!! Procure pelas entidades onde você mora e participe da Conferência Estadual. A participação da sociedade civil é um dos elementos mais importantes deste movimento. Podemos acompanhar a discussão e nos prepararmos para a Conferência estudando os documentos produzidos até aqui, tudo isto está no site www.direitos.org.br

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Identidade, Sofrimento Mental e Trabalho

27 / Maio / 2008 por Augusto Galery

Há alguns meses atrás, escrevi um pequeno texto a respeito de Identidade, Sofrimento Mental e Trabalho, que foi apresentado em uma aula para um grupo de estudo de psicologia. É um texto bastante informal sobre as relações entre esses temas, mas que traz uma visão introdutória sobre o assunto.

Apresento, ainda, como vejo que a atuação psicossociológica pode atuar nesse tema. Espero que vocês achem interessante.

Para fazer o download em PDF, clique aqui: Identidade, Sofrimento Mental e Trabalho

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V Seminário Sociedade Inclusiva - Diversidade e sustentabilidade: do local ao global

26 / Maio / 2008 por Augusto Galery

O seminário bienal da Sociedade Inclusiva da PUC-Minas chega à sua quinta edição com o tema ‘Diversidade e sustentabilidade: do local ao global’. De acordo com o site do evento, o seminário, “ao propor a discussão dos dois temas – diferença e sustentabilidade - já discutidos por comunidades cientificas específicas, vem sugerir o estabelecimento de um canal de comunicação entre o que parece não dissociado no cotidiano de todos nós”.

Estive no IV Seminário e foi excelente.

O seminário vai acontecer em Belo Horizonte, do dia 8 ao dia 10 de outubro, e as inscrições de trabalho vão até 10 de julho. O site do encontro é: http://www.sociedadeinclusiva.pucminas.br/vseminario/

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V Seminário Sociedade Inclusiva - Diversidade e sustentabilidade: do local ao global

26 / Maio / 2008 por Augusto Galery
10 / Julho / 2008
8 / Outubro / 2008até10 / Outubro / 2008

O seminário bienal da Sociedade Inclusiva da PUC-Minas chega à sua quinta edição com o tema ‘Diversidade e sustentabilidade: do local ao global’. De acordo com o site do evento, o seminário, “ao propor a discussão dos dois temas – diferença e sustentabilidade - já discutidos por comunidades cientificas específicas, vem sugerir o estabelecimento de um canal de comunicação entre o que parece não dissociado no cotidiano de todos nós”.

Estive no IV Seminário e foi excelente.

O seminário vai acontecer em Belo Horizonte, do dia 8 ao dia 10 de outubro, e as inscrições de trabalho vão até 10 de julho. O site do encontro é: http://www.sociedadeinclusiva.pucminas.br/vseminario/

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Seminário Pró-Menino

26 / Maio / 2008 por Liliane
12 / Junho / 2008até13 / Junho / 2008

pro-menino.jpgAtualmente estudamos a questão da Responsabilidade Social. Este seminário é uma oportunidade interessante.

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I Mostra Nacional de Psicologia do Cotidiano

21 / Maio / 2008 por Augusto Galery

O Mackenzie promove, em novembro, a I Mostra Nacional de Psicologia do Cotidiano e VIII Mostra Local de Psicologia do Cotidiano. O objetivo da mostra é “enfatizar a realidade brasileira e latino-americana e as contribuições da Psicologia Social nas discussões sobre o atual contexto ” e o formato parece bastante interessante: serão feitos através de vídeos sobre os resultados de pesquisas.
As inscrições para trabalhos vão até dia 31 de agosto e o site do evento, que será gratuito, é http://www4.mackenzie.br/10829.html Os temas de trabalho podem ser conferidos aqui: http://www4.mackenzie.br/10837.html.

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I Mostra Nacional de Psicologia do Cotidiano

21 / Maio / 2008 por Augusto Galery
31 / Agosto / 2008
4 / Novembro / 2008até5 / Novembro / 2008

O Mackenzie promove, em novembro, a I Mostra Nacional de Psicologia do Cotidiano e VIII Mostra Local de Psicologia do Cotidiano. O objetivo da mostra é “enfatizar a realidade brasileira e latino-americana e as contribuições da Psicologia Social nas discussões sobre o atual contexto ” e o formato parece bastante interessante: serão feitos através de vídeos sobre os resultados de pesquisas.
As inscrições para trabalhos vão até dia 31 de agosto e o site do evento, que será gratuito, é http://www4.mackenzie.br/10829.html Os temas de trabalho podem ser conferidos aqui: http://www4.mackenzie.br/10837.html.

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Notícias do 1º Colóquio Internacional Atividades e Afetos: Carisma e Poder

20 / Maio / 2008 por Liliane

CARISMA E PODER – ALEXANDRE DORNAS E MARIA APARECIDA DE MIRANDA (1º COLÓQUIO INTERNACIONAL ATIVIDADES E AFETOS)

Esta mesa foi composta por Alexandre Dornas (Université de Caen - França) e Maria Aparecida de Miranda (ex-integrante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Unaí/MG). Primeiro o professor explanou sobre o tema e então Cida (ela é conhecida como “Cida de Unaí”.). O texto abaixo são as anotações que realizei.

Alexandre estabeleceu uma distinção entre o líder tecnocrata e o líder carismático. O primeiro encontra espaço em tempos de permanência do instituído e o segundo é aquele com características essencialmente emocionais e afetivas.

O líder carismático consegue agregar em torno de si todo o grupo, e em situações de crise é quem estabelece condições para a mudança. Ele encarna os anseios já há muito presentes e por isto a mudança é algo acima de qualquer racionalização, os obstáculos ficam diminuídos em sua potência de impedir a transformação.

O profissional político está separado do sentimento popular. Há uma ruptura afetiva entre este e a massa. A globalização provoca uma crise carismática, faz a democracia atual uma obscenidade, uma hipocrisia, que termina por fazer retornar o facismo.

O professor aponta alguns sintomas da crise social:

  • a coesão e a dissolução da identidade nacional
  • a gestão tecnocrática das elites governamentais e a fascinação dos modelos estrangeiros
  • a atitude aparentemente conformista da massa
  • a indiferença das massas à autoridade
  • a ausência de um projeto coletivo

O discurso carismático é essencialmente utópico. Ele acontece de modo rápido, mas possui potencial para permanecer vivo nas lembranças por muito tempo como elemento de esperança.

Líderes como Lula e Berlusconi não são iguais, segundo o Professor Alexandre Dornas. Mas, são Dons Juans que buscam realizar um amor impossível.

Neste momento, então, Cida conta a sua história como sindicalista. Sua família, junto com muitas outras, moravam em terras que nunca haviam sido reclamadas ou utilizadas na região de Unaí/MG. Com a instalação do agro-negócio na região estas famílias começaram a sofrer ameaças e a serem expulsas de onde moravam. As ameaças eram sérias e por alguns anos eles tiveram suas casas, colheitas e cercas destruídas por homens armados a serviço dos fazendeiros da região. Quando ela tinha entre 11 anos de idade o conflito se tornou insuportável. Neste momento a Igreja Católica se juntava à população auxiliando-os a pensar a situação de desigualdade e injustiça social. Foi organizado um grupo de estudos, e a partir disto o Sindicato dos Trabalhadores Rurais foi criado. Eles não tinham, naquele momento, idéia da relevância social e histórica do que faziam. Apenas não suportavam mais viver como estavam. Foi este grupo que deflagrou um outro tempo na história dos movimentos sociais pelo direito da terra, no Brasil. Na legislação brasileira encontraram o recurso legal que prescreve o “uso social da terra”, sustentando suas demandas por legalização das propriedades habitadas até ali “ilegalmente”. O que antes era uma guerrilha não-declarada se tornou uma guerra e foram muitos os agricultores assassinados. As viagens à Brasília não resultavam em muita coisa, eram ignorados pelo governo.

Os fazendeiros também se organizaram politicamente, chegando a constituir um partido político, a UDR. A luta era muito desigual pois o acesso ao poder estatal era pleno do lado dos fazendeiros e quase nenhum por parte dos agricultores.

Entre as lutas, emboscadas e ataques Cida teve seu pai morto e a mãe baleada. Também ela já vinha sendo ameaçada de morte. Este é o momento em que ou permanecia na região ou se afastava e permanecia viva. Ela escolhe ir para Belo Horizonte. È acolhida pela CUT, com quem o Sindicato já havia feito uma aliança, buscando maior poder político de negociação. Ficou por um tempo trabalhando na CUT, mas percebeu que não havia uma legítima representatividade das questões do seu sindicato.

Decidiu refazer seus projetos de vida e buscar outros meios e recursos para continuar a luta. Fez o curso de Geografia na UFMG e hoje trabalha no município de Contagem/MG onde trabalha com hortas comunitárias. Afirmou que aí permanece por ter encontrado possibilidades de sustentar um trabalho democrático e que garante o acesso da população aos seus direitos junto ao Estado.

Após Cida nos contar sua história foram feitas diversas perguntas. De todas, apenas um ou duas se dirigiram ao Professor Alexandre. Ele comentou que compreendia isto exatamente como um exemplo do que ele havia falado, um líder carismático estava ali e é em torno dele que todos nós permanecíamos.

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Sociedade Inclusiva

19 / Maio / 2008 por Augusto D. Galery

Um dos temas que me interessam estudar é a Inclusão no Trabalho de Pessoas com Deficiência. A Psicologia do Trabalho e a Psicologia Social têm muito a contribuir nessa discussão, analisando as representações sociais que as empresas e colegas de trabalho têm dos incluídos.

Em 2006, Natália e eu publicamos um texto sobre o assunto, nos anais do IV Seminário Internacional Sociedade Inclusiva, da PUC Minas (que pode ser lido aqui: http://www.sociedadeinclusiva.pucminas.br/sem4/096.pdf) analisando as respostas que empresários dão para justificar a presença ou ausência de oportunidades para pessoas com deficiência em suas empresas.

Bom, isso tudo só para introduzir o fato de que foi lançado o blog Assim como você, do jornalista Jairo Marques, que promete trazer serviços, debates, novidades e contar situações vividas pelas pessoas com deficiência. Acho essas iniciativas importantes, porque auxiliam a modificar aquelas mesmas representações sociais que a sociedade conserva da pessoa com deficiência.

Comentário a posteriori: descobri um dicionário de LiBras na Internet que parece bem legal! http://www.acessobrasil.org.br/libras/ 

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Notícias do 1º Colóquio Internacional Atividades e Afetos

18 / Maio / 2008 por Liliane

Esta semana aconteceu em Belo Horizonte, na UFMG - FAFICH, o Colóquio.

O evento foi noticiado aqui. Apresentei um trabalho em um Círculo de Debates, pensamos que seria legal contar um pouco do que aconteceu por lá.

Foram atividades quase ininterrruptas. Começávamos às 08:30h , com apenas meia hora de almoço, e só íamos embora ali pelas 20:00h.

Conferências com Eugène Enriquez, Robert Cabanes, Alexandre Dornas, Gabriela Leite, Jésus Santiago, Gerárd Rabinovitch, Ruth Vasconcelos. Mesas redondas com pesquisadores professores e alunos de todo o Brasil. Propostas de trabalho as mais diversas. Debates e idéias em todas as conversas.

E nós conseguimos um pequeno encontro com Eugène Enriquez. Conversamos sobre mudanças em sua metologia ao longo destes anos, sobre a Universidade em Maio de 68 e na atualidade, sobre o “controle de amor” como um fenômeno atual no mundo do trabalho caracterizando uma nova forma de exploração e sobre a interface com a Psicanálise na Psicossociologia. Este bate-papo será transcrito e publicado aqui, no formato pdf, na semana que vem.

Também na semana que vem eu farei posts separados sobre cada mesa, círculo de debates, grupo de trabalho ou conferência de que participei. O resumo de todos os trabalhos apresentados se encontram no site do envento, assim vcs também podem ter notícias de tudo que circulou. No caderno da programação há os emails dos autores, uma idéia muito legal da organização.

Uma característica ousada e instigante foi a presença das pessoas que fazem parte das comunidades onde cada um de nós desenvolvemos nossas atividades. Isto propiciou um corte na linearidade acadêmica tão comum em eventos deste tipo.

O encerramento do Colóquio foi feito com José Newton e Ruth Vasconcelos no palco nos ensinando a cantar Sonho Impossível, de Chico Buarque. Um momento mágico, quando todas as vozes em uníssono reafirmavam nosso ideal, a utopia necessária. A festa de encerramento aconteceu no Reciclo, samba do bom e alegria geral.

Para finalizar, o sonho impossível.

Sonho Impossível

Chico Buarque

Sonhar
Mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder
Vencer
O inimigo invencível
Negar
Quando a regra é vender
Sofrer
A tortura implacável
Romper
A incabível prisão
Voar
Num limite improvável
Tocar
O inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão

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Debate sobre Psicologia Organizacional e do Trabalho

13 / Maio / 2008 por Liliane
15 / Maio / 2008
7:00 pm

debate.jpg

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V Simpósio Brasileiro de Psicologia Política

10 / Maio / 2008 por Augusto D. Galery

Vai acontecer na EACH, na USP, de 29 de outubro a 2 de novembro de 2008, o V Simpósio Brasileiro de Psicologia Política, com o tema ‘o público e o privado nas políticas públicas’. Inscrições de mesas redondas, posteres e comunicações coordenadas poderão ser feitas de 20 de maio a 10 de agosto desse ano. Os critérios estão em http://www.uspleste.usp.br/gpp/simposio/Criterios.pdf.

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V Simpósio Brasileiro de Psicologia Política

10 / Maio / 2008 por Augusto D. Galery
10 / Agosto / 2008até31 / Outubro / 2008
29 / Outubro / 2008até2 / Novembro / 2008

Vai acontecer na EACH, na USP, de 29 de outubro a 2 de novembro de 2008, o V Simpósio Brasileiro de Psicologia Política, com o tema ‘o público e o privado nas políticas públicas’. Inscrições de mesas redondas, posteres e comunicações coordenadas poderão ser feitas de 20 de maio a 10 de agosto desse ano. Os critérios estão em http://www.uspleste.usp.br/gpp/simposio/Criterios.pdf.

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O papel do psicólogo no local de trabalho

10 / Maio / 2008 por Augusto D. Galery

Esse post surge de nossa ida à apresentação do relatório de pesquisa do Prof. Herval Pina Ribeiro (citada abaixo pela Ana Paula) sobre sua pesquisa- ação sobre trabalho e saúde dos trabalhadores do Judiciário de Santa Catarina.

Dois fatos me chamaram a atenção e me colocaram pensando: em primeiro lugar, o relato do Prof. Herval de que, enquanto os acidentes de trabalho e doenças típicas (como a silicose, por exemplo) diminuem de incidência no mundo todo, aumentam os casos de doenças atípicas, principalmente aquelas relacionadas à subjetividade, como as LER e o burn-out.

Depois, uma das sindicalistas presentes contou que em um Tribunal de São Paulo, foram contratados diversos psicólogos e psiquiatras e que basta você se inscrever para poder fazer terapia com esses profissionais.

Esses dois fatos me deixam pensando: qual o papel do psicólogo no local do trabalho, posto o impacto que esse trabalho vem causando na subjetividade? É possível que esse impacto seja tratado através de terapia?

Meu maior medo é que, me parece, há uma clara tentativa por parte do capitalismo de individualizar problemas que são grupais e, muitas vezes, de classe. Ao ‘deitar no divã’ um trabalhador que sofre pelos abusos do poder, pelo estresse e pela perda de identidade, individualiza-se o adoecer, transferindo para o trabalhador a responsabilidade sobre ele. A mensagem passada parece ser “seu trabalho está ótimo, é você que tem problemas”.

Que tipo de psicólogo está pronto para atuar numa organização e apoiar a saúde mental dos trabalhadores?

A pergunta não vem à toa. Há alguns meses, apresentei um projeto de Saúde Mental e Trabalho a um Centro de Vivência de Idosos, em São Paulo. A psicóloga - bem-intencionada, com certeza - me respondeu que eles já tinham um projeto voltado para os funcionários: aqueles que apresentassem queixas seriam encaminhados para psicólogos conveniados.

Será suficiente?

(PS: Peço desculpas pelo ’sumiço’ do site… Ele se deu pelo nascimento de minha filha, Beatriz. As coisas agora estão se regularizando e espero, em breve, retomar as minhas atividades.)

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Jornal de Psicologia CRP SP

9 / Maio / 2008 por Liliane

O número março/abril de 2008 já está disponível no site do CRP-SP.

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Seminário: Políticas de Saúde Mental e Juventude em situação de vulnerabilidade

9 / Maio / 2008 por Liliane
14 / Maio / 2008
2:00 pmaté7:00 pm

Acontecerá na PUC-SP no dia 14 de Maio de 2008, de 14 às 19 um Seminário com o objetivo de “promover a análise crítica das políticas de saúde mental no âmbito da adolescência em situação de vulnerabilidade; contribuir para a articulação interinstitucional e a formulação de parâmetros éticos, teóricos e técnicos que subsidiem proposições nesse âmbito. ”

No link abaixo estão todas as informações sobre o evento.

convite-seminario-14-de-maio2.pdf

Para realizar inscrições basta acessar o site do CRP de São Paulo:

http://www.crp06.org.br/luta

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Projeto Trabalho e Saúde

5 / Maio / 2008 por Ana Paula
6 / Maio / 2008
7:30 pmaté10:00 pm

O SINTRAJUD convida seus diretores e demais colegas para a apresentação dos resultados da pesquisa- ação sobre trabalho e saúde dos trabalhadores do Judiciário de Santa Catarina, desenvolvida dos anos de 2002 a 2007, pelo Sindicato dos Servidores do Judiciário de Santa Catarina. Esta apresentação, solicitada por nosso sindicato é destinada aos companheiros diretores e de base, será no Departamento de Medicina Preventiva da Universidade de São Paulo, à Rua Borges Lagoa, 1341, 1º andar, sala Magid Yunes, no dia 6 de maio, terça feira, no horário das 19.30 às 22 horas. Haverá debates após a apresentação.

O apresentador será o Prof. Herval Pina Ribeiro, professor desse departamento e coordenador científico do referida pesquisa que teve a participação ativa dos próprios trabalhadores.

O referido professor foi um dos fundadores do Diesat (1981) e seu coordenador científico. É autor ou co-autor dos livros: De que adoecem e morrem os trabalhadores (1984); Insalubridade: a morte lenta no trabalho (1989); Hospital: História e crise (1994); Ler: Conhecimentos, práticas e movimentos sociais (1997); A violência Oculta do Trabalho. As lesões por esforços repetitivos (1999); O Juiz sem a Toga (2005); ” O Grito do silêncio. Transtornos da voz e degradação do trabalho(2007, em publicação); Os operários do Direito (2008, em fase de edição).

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A terceirização consumada e suas repercussões psicossociais

5 / Maio / 2008 por Ana Paula
8 / Maio / 2008
9:00 amaté12:00 pm

A terceirização consumada e suas repercussões psicossociais

Para lembrar o Dia do Trabalho, a equipe do Centro de Psicologia Aplicada ao Trabalho, do Departamento de Psicologia Social do Trabalho, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo organiza esta mesa redonda.

Os participantes convidados são: Jacob Carlos Lima (Universidade de São Carlos), Milton Athayde (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e Afonso Fleury (Universidade de São Paulo) e Anete Farina (Centro de Psicologia Aplicada ao Trabalho).

Data: 08/05/2008, quinta, 9h-12h

Local: Auditório da Biblioteca Dante Moreira Leite do IP/USP

Evento gratuito sem inscrições prévias.

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Isabel V. Marazina

2 / Maio / 2008 por Liliane

Dia 30/04 o Núcleo Violências: sujeito e política do Programa de Estudos Pós-graduados em Psicologia da PUC-SP promoveu uma palestra:

A clínica como política da subjetividade: uma leitura de como as políticas públicas formam/conformam o trabalho da clínica.

Isabel V. Marazina é psicanalista e analista institucional, supervisora clínico-institucional de diversas equipes e serviços de saúde/educação/assistência social.

É membro correspondente ativo da Associação Psicanalítica de Porto Alegre e pesquisadora do Núcleo de Pesquisa do Laboratório de Saúde Mental Coletiva (LASAMEC) da Faculdade de Saúde Pública- USP

Estas questões são relevantes e nos fazem pensar no que cabe a cada um sustentar em seu trabalho, com o propósito de levar adiante um projeto, que sendo particular não deixa de ser político.

  • Conflitos políticos: “não é a excelência técnica que garante a aceitação de um projeto. Pode ser que, exatamente por isto, ele seja reprovado”.
  • Na instituição: “a clínica psicanalítica, é preciso depurá-la e se perguntar: de que lado o sujeito está? O que o analista pode fazer aí?”.
  • O consultório e a política: “não é verdade que se nos colocarmos no consultório estaremos a salvo”
  • O jogo: “estratégias que pervertem toda uma estrutura revolucionária, sem mexer em nada; apenas incluindo aí a lógica da produtividade”
  • Democracia: “a interdisciplinaridade como um recurso para sustentar uma estrutura democrática. Qualquer desqualificação do saber do outro, seja qual for o seu discurso, é um ato autoritário. É um ato político. Nenhum ato técnico deixa de ser político.”
  • Neoliberalismo: “há interesse no Neoliberalismo em sucatear todo o serviço público, para então dizer: ‘está vendo, como não serve’”?
  • Rede: “as ações conjuntas potencializam a rede e a resistência política em meio ao desmoronamento dos serviços. Ao individualismo a gente tem que responder com a articulação”.
  • A Clínica: “é preciso fazer uma adequação da clínica. As elites sempre acharam que os pobres têm de ser impermeáveis aos encantos da publicidade”.
  • O trabalhador: “o limite do corpo do trabalhador: quanto você agüenta segurar a angústia enlouquecida do outro?”.

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II Fórum Internacional de Saúde Coletiva, Saúde Mental e Direitos Humanos

31 / Março / 2008 por Augusto D. Galery
15 / Abril / 2008
22 / Maio / 2008até25 / Maio / 2008

Vai acontecer, de 22 a 25 de maio, o II Fórum Internacional de Saúde Coletiva, Saúde Mental e Direitos Humanos, na cidade do Rio de Janeiro.

“O II Fórum se constitui como um espaço onde acontecerão debates e encontros que potencializarão as possibilidades de transformação, criação e crítica de diferentes sujeitos dentro do campo da Saúde Coletiva, Saúde Mental e Direitos Humanos”, de acordo com a apresentação no site.

Site: http://www.saudementaledireitos.com.br/index.php

Trabalhos: envio de resumos até 15/4

Data do fórum: 22 a 25/5

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I Colóquio Internacional Atividades e Afetos

4 / Março / 2008 por Augusto D. Galery
24 / Março / 2008
14 / Maio / 2008até16 / Maio / 2008

Realizado em BH, o Colóquio tem como objetivo “possibilitar debates sobre a relação entre afeto e atividade, o que constitui um importante ponto de investigação no contexto contemporâneo. Trata-se de uma questão presente na trama das relações amorosas, no tecido do cenário urbano contemporâneo, no uso das novas tecnologias e da mídia, bem como na complexidade do mundo do trabalho nas formas do capitalismo mundial integrado/flexível e pós-moderno”.
Conta com a presença de gente muito bacana, como Eugène Enriquez, Gérard Rabinovitch, José Newton G. Araújo, Virgilio Guimarães, Gabriela Silva Leite, entre outros.
Quem quiser enviar resumos ou participar de trabalhos, tem até 24 de março. O evento acontece de 14 a 16 de maio.
Site oficial: http://www.fafich.ufmg.br/atividadeseafetos/

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