Teorias e práticas da Psicologia Social

Psicossocial

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10º Congresso de Stress da ISMA - BR

26 / Agosto / 2009 por Augusto Galery
8 / Março / 2009
22 / Junho / 2010até24 / Junho / 2010

Congresso ISMA

INTERNATIONAL STRESS MANAGEMENT ASSOCIATION NO BRASIL
(ISMA-BR)

Trabalho, Stress e Saúde:
equilibrando esforço e recompensa - da teoria à ação

22 a 24 de junho de 2010

Centro de Eventos Plaza São Rafael, Porto Alegre, RS

Submissão de Trabalho Oral, Simpósio e Pôster
Prazo até 8 de março

O evento que faz a diferença no seu desempenho
Congresso multidisciplinar que objetiva examinar a teoria e a prática sobre as
constantes pressões e mudanças profissionais e suas conseqüências para a saúde,
o bem-estar e a segurança dos trabalhadores.

Quem deve participar
Pesquisadores, acadêmicos, representantes de empresas públicas e privadas
e profissionais liberais interessados em pesquisas e
práticas relacionadas
ao trabalho, ao stress e à saúde.

Temática
A temática deve estar associada à Qualidade de Vida, à Saúde,
ao Gerenciamento do Stress e à Responsabilidade Social:

Assédio moral
Burnout
Diversidade de papéis
Doenças ocupacionais
Efeitos psicológicos do stres
Gerenciamento do stress
Integração trabalho e família
Jornada de trabalho
Qualidade de vida

Responsabilidade social
Stress e sistema de imunidade
Stress pós-traumático
Stress profissional
Tendências atuais do trabalho
Trabalho e doenças cardiovasculares
Trabalho e saúde
Trabalho em turno
Violência no trabalho

Normas para submissão: clique aqui


International Stress Management Association (ISMA-BR)
Fone: (51) 3222.2441 / fonefax: (51) 3222.8598
E-mail: stress@ismabrasil.com.br
Site: www.ismabrasil.com.br

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O que é o socialismo, hoje

16 / Março / 2009 por Augusto Galery

Há exatos 30 anos, em março de 1979, o Prof. Paul Singer finalizava seu livro “O que é o socialismo, hoje” (lançado pela Editora Vozes, em 1980). Ao fazer 30 anos, o livro continua atual em sua idéia central. Por outro lado, as mudanças pelas quais a humanidade passou nessas 3 décadas foram bastante radicais.

A tese que guia o livro é o fato de que o socialismo - e, em especial, as formas de se chegar a ele - “tem que ser redefinido à medida que seu contrário, o capitalismo, evolui” (p. 20).  O autor justifica tal fato lembrando que, apesar de as aspirações dos trabalhadores - igualdade econômica e social, democracia política - permanecerem as mesmas, desde o lançamento do manifesto comunista de Marx e Engels, o embate entre capital e trabalho vem fazendo com que o capitalismo se ‘molde’ às novas exigências.

Mostra clara disso é o que vem sendo chamado de ‘reestruturação produtiva’. As empresas introduzem em seu discurso novas formas de dominação, não mais baseadas na força, mas na sedução, na possibilidade de participação e na necessidade, diante das crises, de acelerarmos nosso trabalho e ‘vestirmos a camisa’ da empresa. Ficamos mais próximos do socialismos, diante desses fatos? Os teóricos críticos da reestruturação produtiva dirão que não. Apenas se modificou a forma de tratamento, mas a desigualdade e o autoritarismo continuam.

Assim, é necessário modificar as formas de se lutar pelo socialismo. Para o Prof. Singer, “a reformulação mais drástica é provavelmente a rejeição da idéia de que o socialismo deve ser implementado a partir da conquista do poder político” (p. 69). As experiências passadas mostram que o socialismo que concentra o poder nas mãos do Estado está fadado a não alcançar a igualdade e liberdade e, portanto, a não ser socialista.

Não à toa, o Prof. Paul Singer, 30 anos depois do lançamento desse livro, ocupa o cargo de Secretário Nacional de Economia Solidária. Em seu livro, o autor já afirmava que, para se alcançar o socialismo, seria necessário mais do que uma mudança macropolítica. A modificação deveria estar na base, diretamente na forma com que o povo entende a organização social e do trabalho. “A luta pelo socialismo torna-se assim uma prática de libertação” (p. 71).

Referências bibliográficas
SINGER, Paul.O que é o socialismo, hoje. Petrópolis: Vozes, 1980.
NAVARRO, V. Produção e Estado de Bem Estar: o contexto das reformas. In: LAURELL, A. C. (org.) Estado e políticas sociais no neoliberalismo. São Paulo: Cortez, 1995.
LEITE, Márcia P. Trabalho e sociedade em transformação: mudanças produtivas e atores sociais. São Paulo: Perseu Abramo, 2003.

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Algo mais que cargos e salários

11 / Março / 2009 por Augusto Galery

No ano passado, o Prof. Daniel Branchini e eu assessoramos o Sindicato dos Trabalhadores da Justiça Federal de São Paulo (Sintrajud) a repensar suas propostas de cargos e salários. Na ocasião, escrevemos um pequeno texto para o Jornal do Judiciário (de 15 de novembro de 2008, n. 333) falando sobre a perspectiva social do planejamento de carreira. Reproduzo, abaixo, o texto, pois penso que ele leva a uma reflexão interessante.

Um plano de cargos e salários é uma redução desumana da vida profissional. Ao diminuirmos nossa expectativa de carreira à descrição de cargos e à sua remuneração, esvai-se o real significado do trabalho. Dessa forma, corremos o risco de nos deixar levar pelo capitalismo do consumo desenfreado e insaciável, onde o objetivo do trabalho é ganhar mais para comprar mais.

Autores tão diversos quanto Karl Marx e Sigmund Freud concordam que é a partir do trabalho que nos definimos como humanos. No entanto, esse trabalho não pode ser o trabalho empobrecido e sem perspectivas de desenvolvimento ao qual temos nos submetido. É preciso pensar na natureza do trabalho, na qualidade de vida, no potencial de crescimento e no desejo de auto-realização dos trabalhadores.

Por outro lado, é necessário lembrar que o fruto de qualquer trabalho deveria ser a construção de uma sociedade mais próxima àquela das utopias: justa, democrática, humana e buscando o bem comum.

Nesse sentido, faz-se necessário uma análise sobre o que é carreira: Quais os impactos do desenvolvimento dos trabalhadores em nossa noção de justiça social? Que mecanismos democráticos são necessários ao se pensar no preenchimento dos cargos, evitando assim práticas como as do assédio moral? Muitas outras questões se impõe…

Enfim, a estrutura dos cargos reflete a organização do trabalho. E a organização do trabalho reflete nosso modelo de sociedade. É necessário, pois, reorganizar as carreiras ao se almejar uma sociedade mais democrática e justa. Esse é o objetivo [de um bom planejamento de carreira]: superar a idéia dos planos de cargos e salários para discutir os reflexos da organização do trabalho e seus impactos na qualidade de vida e no desenvolvimento humano, tanto dos trabalhadores da Justiça Federal quanto da sociedade como um todo.

Augusto Galery e Daniel Branchini

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Redução da jornada de trabalho e saúde

5 / Março / 2009 por Augusto Galery

Antes de mais nada, é bom deixar claro que sou a favor da redução da jornada de trabalho, principalmente se realizada nos termos do ‘ócio criativo’ de De Masi. No entanto, o que foi vitória de algumas classes começa a se voltar contra o próprio trabalhador.

Em primeiro lugar, a eficácia da redução da jornada de trabalho para evitar as  LER/Dort precisa ser melhor estudada. O site do Sindicato dos Bancários - classe que, já há bastante tempo, tem a jornada reduzida - de São Paulo, por exemplo, afirma, em notícia veiculada em 27/01/2009 (leia aqui), que “as LER/Dort são as [doenças] que mais atingem os bancários e são responsáveis por longos afastamentos do trabalho para tratamento médico.”

Em um depoimento que tomei para um artigo que deve ser publicado, em breve, pela Fundacentro, uma bancária deixou claro que a redução se tornou uma estratégia de pressão das gerências, que querem que o trabalho, antes feito em 8 horas, passe a ser feito em 6, gerando uma aceleração (causa de LER/Dort) e o aumento do estresse (que, de acordo com a mesma notícia citada acima, aumentou 72% de 2006 para 2007). É claro que seria necessário uma pesquisa mais profunda para entender a relação entre a jornada de trabalho, as formas de gestão e o adoecimento dos trabalhadores, mas fica o indício.

Além disso, o que se observa, em alguns setores que obtiveram a diminuição da jornada para seis horas, em conjunto com a baixa remuneração, é o aumento da dupla jornada. Ou seja, ao invés de trabalhar 8 horas em uma empresa, o trabalhador passa a ter uma jornada de 12 horas, em duas empresas diferentes. E tal fato certamente não contribui para a saúde do trabalhador.

Essa questão é de especial relevância agora que os empresários (em particular a Fiesp) começaram a defender a diminuição da jornada de trabalho - e consequente redução salarial - como estratégia para enfrentamento da crise financeira atual.

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