Teorias e práticas da Psicologia Social

Psicossocial

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FIB

31 / Maio / 2009 por Augusto Galery

O Butão, minúsculo país asiático, tem chamado a atenção pelo uso da FIB, para substituir o PIB, como principal indicador de desenvolvimento do país. FIB é Felicidade Interna Bruta. Ou seja, o país tem montado suas políticas - inclusive econômicas - em cima da idéia de bem-estar da população.

Em junho de 2006, a Superinteressante lançou uma matéria sobre o conceito, que pode ser lida aqui: http://super.abril.com.br/superarquivo/2006/conteudo_450887.shtml .

Susan Andrews, em dezembro de 2007, retomou o assunto na revista Época, em matéria que pode ser lida aqui: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG80676-6048-501,00.html.

A FIB é formada por nove dimensões: padrão de vida, saúde, educação, resiliência ecológica, bem-estar psicológico, diversidade cultural, uso equilibrado do tempo, boa governança e vitalidade comunitária.

No dia 29 de outubro do ano passado, houve, organizado pelo Instituto Visão Futuro e com apoio do Sesc de São Paulo, a I Conferência Nacional do FIB.O blog da Visão Futura: http://felicidadeinternabruta.blogspot.com - tem diversas notícias sobre o evento.

Por trás do conceito, existe uma pergunta crucial: Mais dinheiro traz mais felicidade?

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Maslow Desconhecido

28 / Maio / 2009 por Augusto Galery

Recomendo a todos a leitura do artigo O Maslow Desconhecido, de Jáder Sampaio. Todos sabem que sou fã da seriedade do Jáder, mesmo quando não concordamos plenamente em termos de teoria. O texto faz uma revisão madura e necessária das teorias de motivação de Maslow, mostrando como sua teoria foi encaixotada e endurecida pela visão pragmática. Para termos uma idéia, basta citar que o autor clássico - considerado pai das teorias motivacionais e citado por 11 em cada 10 trabalhos de motivação - postulou sete necessidades do homem, mas apenas cinco aparecem nos livros de administração…

Leiam o artigo: http://www.rausp.usp.br/busca/artigo.asp?num_artigo=1360

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O Grande Homem em Freud

23 / Maio / 2009 por Augusto Galery

Há três textos onde S. Freud tenta analisar o líder de massas - ou o grande homem, como se refere nos textos: Totem e Tabu (1913); Psicologia das massas e análise do ego (1921) e Moisés e o monoteísmo (1939). Podemos perceber, nesses três textos, diferentes relações entre o líder e as massas: No texto de 1913, o chefe se iguala a um pai tirano, que subjuga os demais e concentra o poder, na forma da palavra e da sexualidade; no texto de 1921, percebemos um líder “hipnotizador”, cujo olhar é capaz de colocá-lo na posição de ideal do ego, ou seja, do ser que encarna os desejos do grupo. No último texto, aparece o líder sedutor, que não é escolhido pela massa mas, ao contrário, a escolhe e seduz.

O que é interessante notar é que Freud, no texto de 1939, dá a entender que esses não são líderes de tipos diferentes. São momentos diferentes da liderança. Isso significa que o líder sedutor, que hipnotiza a massa e torna-se o porta-voz de seus ideais sempre terminará como o líder tirano, cujo destino é ser morto pela mão dos liderados.

A pergunta que fica no ar é: existe um modo de não entrar nesse ciclo idealizado e que terminará no assassinato (mesmo que simbólico) do grande homem e na culpa subsequente que carregará a sociedade?

Jacqueline Barus-Michel, no texto A democracia ou a sociedade sem pai, afirma que sim: a democracia seria essa forma de exercício político que prescinde do pai que se tornará tirano. E a democracia é assegurada pela transmissão entre gerações do conceito de igualdade e liberdade e, também, da herança de culpa desse assassinato do pai que, para Freud, inaugura a civilização.

Mas o equilíbrio parece tênue, não? Um pequeno fio, como uma crise ou um líder extremamente sedutor parecem ter o poder de desequilibrar a democracia, como mostram os exemplos históricos, do qual o mais traumático, provavelmente, é o de Adolf Hitler.

Parece oportuno estudar a questão, em tempos de crise, de Hugo Chaves e da discussão sobre o terceiro mandato do Lula.

Bibliografia:

Freud, Sigmund. Totem e tabu; Psicologia das massas e análise do eu; Moisés e o monoteísmo. Edição eletrônica das obras completas. Editora Imago.

Barus-Michel. A democracia ou a sociedade sem pai. in Araújo, José Newton A. et al. Figura paterna e ordem social. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.

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Pelegos psíquicos?

15 / Maio / 2009 por Augusto Galery

Aconteceu numa oficina que estávamos dando para um sindicato paulista, sobre os impactos do gerenciamento do trabalho na saúde. O relato que parecia mais incomodar os participantes poderia ser resumido assim:

Cada vez que um diretor ia a um dos locais de trabalho, era interpelado violentamente por trabalhadores que exigiam mudanças, providências ou posicionamentos do sindicato. O representante do sindicato, se sentindo pressionado, buscava reagir à agressividade dos trabalhadores, dando respostas sobre a atuação do órgão quanto àquelas demandas e, por fim, convidava os trabalhadores queixosos para reuniões (sindicais ou com os chefes) para tentar resolver o problema. Mas nenhum aparecia.

Sugerimos, então, a hipótese de que os diretores sindicais eram visto, pelos trabalhadores, como alguém em quem se podia “descontar” a raiva que sentiam das condições de trabalho, sem serem punidos por isso.

Lembramos que a principal função da regulamentação dos sindicatos no Brasil foi transformá-los em “pelegos”, em referência à manta que fica entre o cavalo e a sela, para ‘amaciar’ as pancadas recebidas.

Propomos, então, que esse sentido pode não ser apenas político, mas também psicológico: o sindicato apareceria como a possibilidade de extravasar a raiva que, de outra forma, iria para a gestão. Dessa forma, o sindicato, apesar de todo o seu esforço de mobilização, estaria atuando como um “pano quente” quanto à participação política. Toda a potência transformadora da raiva, ao invés de canalizada para a mudança, estaria se esvaindo através das reclamações que são feitas aos diretores.

Para o grupo, fez sentido…

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Mesa Redonda: Crise, desemprego e a realidade brasileira

6 / Maio / 2009 por Augusto Galery
7 / Maio / 2009
2:00 pmaté5:00 pm

Recebi esse convite de uma mesa redonda na USP para discutir os impactos da crise no desemprego.

Mesa-Redonda
CRISE, DESEMPREGO E A REALIDADE BRASILEIRA

Para lembrar o Dia do Trabalho

 Todo ano, durante o mês de maio, a equipe do Centro de Psicologia Aplicada ao Trabalho organiza atividades para lembrar o Dia do Trabalho. A temática, como não poderia deixar de ser, é sempre o trabalho tomado em suas múltiplas dimensões.

Para este ano, organizamos uma mesa-redonda que terá como tema de debate a relação entre a atual crise econômica e o desemprego no contexto brasileiro.

Participantes:
Sérgio Eduardo Arbulu Mendonça – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), coordenador da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED)

Amilton José Moretto – Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (IE-UNICAMP), pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho (CESIT)

Belinda Piltcher Haber Mandelbaum – Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IPUSP), Laboratório de Estudos da Família, Relações de Gênero e Sexualidade (LEFAM)

Coordenação
Tatiana Freitas Stockler das Neves – Centro de Psicologia Aplicada ao Trabalho (CPAT)

Data e local
7 de maio de 2009 (quinta-feira) das 14h às 17h
Auditório Carolina Bori do Instituto de Psicologia da USP
Av. Prof. Mello Moraes, 1721, bloco G, térreo, Cidade Universitária, São Paulo, SP

O evento é gratuito e não haverá inscrições prévias

Promoção
Centro de Psicologia Aplicada ao Trabalho – CPAT
Departamento de Psicologia Social do Trabalho, Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo

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Gerenciamento de pessoas

3 / Maio / 2009 por Augusto Galery

Uma das questões que mais confundem meus alunos, na Administração, é a questão da liderança. Na minha percepção, isso acontece porque a teoria administrativa tem uma função muito clara - a de gerenciar as pessoas -, mas percebe que tal gerenciamento só é possível a partir de uma visão menos pragmática e mais ‘humanizada’.

Assim, começamos a ver livros distinguindo o ‘líder’ do ‘chefe’ ou do ‘gerente’. Que diferença é essa? Em termos de funcionalidade, nenhuma: tanto um quanto os outros têm com principal papel fazer com que as pessoas trabalhem com a maior produtividade, no menor tempo e com o menor custo.

A questão é que, desde Elton Mayo, os administradores perceberam que, se a prática é essa, o discurso deve ser diferente: macio, sedutor, emotivo. Mas, obviamente, uma teoria assim teria que ser disfarçada por uma ideologia. Daí a necessidade de se empregar o termo liderança e diferenciá-lo dos termos anteriores, vinculadas a uma pecha negativa, do trabalho como sofrimento…

Portanto, deixo claro minha opinião: não há teoria de liderança na administração. Há apenas teorias de gerenciamento de pessoas.

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Ciclo de Palestras: O SUS em debate.

24 / Abril / 2009 por Augusto Galery
28 / Abril / 2009 1:30 pmaté12 / Maio / 2009 1:30 pm

Recebi a notícia de que o Grupo de Estudos em Psicologia Social e Políticas Públicas de Saúde da USP vai promover, entre 28 de abril e 12 de maio, uma série de palestras sobre o SUS.

* 28 de abril
PÚBLICO, ESTATAL E PRIVADO NA SAÚDE
Virgínia Junqueira –UNIFESP - Instituto de Saúde – SES-SP

* 5 de maio
PROMOÇÃO DA SAÚDE
Rosilda Mendes – CEPEDOC – Cidades Saudáveis – FSPUSP; UNIFESP

* 12 de maio
POLÍTICAS GOVERNAMENTAIS: ESTRATÉGIAS ATUAIS DE IMPLEMENTAÇÃO DO SUS (12/5)*
Ricardo Rodrigues Teixeira – Faculdade de Medicina – USP

Local: Instituto de Psicologia da USP
Bloco A - Auditório Aurora
Horário: 13h30

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Masculinidades…

15 / Abril / 2009 por Augusto Galery
27 / Maio / 2009
12:00 amaté10:00 pm

A amiga Christina Montenegro anuncia o curso Masculinidade Hoje: levantando questões que atingem todos nós, que acontecerá no Rio, no espaço Telezoom.

Mais informações aqui: http://www.telezoom.com.br/espaco/cursos/spip.php?article87

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