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586%
De acordo com notícia veiculada na Folha de São Paulo, os casos de LER reconhecidos pelo INSS aumentaram 586% de 2006 a 2008. Ao que parece, isso se deve à mudança na forma de se estabelecer o nexo - antes, cabia ao empregado provar o nexo entre trabalho e doença; a partir de 2007, essa relação se inverteu e é a empresa que tem que provar que fez medidas de prevenção à doença.
Para uma excelente leitura sobre a construção da LER como doença, sugiro a dissertação da Natália Alves, que pode ser baixada na biblioteca do Psicossocial, nesse link: http://www.psicossocial.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/09/dissertacao_natalia_alves.pdf
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VIII Encontro Regional Sudeste de História Oral
| 5 / Outubro / 2009 8:00 am | até | 7 / Outubro / 2009 8:00 am |
Em Belo Horizonte, nos dias 5 a 7 de outubro, vai acontecer o VIII Encontro Regional Sudeste de História Oral, com o tema “Centros de Pesquisa em História Oral: trajetória, abordagens e avaliações”. Eu, particularmente, acho história oral, quando tomada como metodologia de levantamento de dados, uma das formas mais ricas de pesquisa.
Quem for, por favor, dê notícias.
Mais informações no site: http://www.fafich.ufmg.br/viiiencontrohistoriaoral/
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Redução de jornada para 40 horas.
Uma pequena vitória para os trabalhadores, uma comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta de emenda constitucional para reduzir a carga horária máxima semanal de trabalho, de 44 para 40 horas. Além disso, propôs o aumento do custo da hora extra - que passa a ser paga pelo menos 75% a mais do que a hora normal, contra os 50% a mais da legislação atual.
É claro, os empresários já começaram a dizer que essa medida aumentará o desemprego. Como são eles quem contratam e demitem, e como costumam pensar que mão de obra é um dos recursos mais baratos disponíveis (veja adendo), pode ser que façam um esforço para que isso aconteça.
Além disso, me parece que, no Brasil, a maior parte das pessoas que trabalha além das 44 horas semanais não recebe horas extras (alguém tem estatísticas mais exatas sobre o assunto?). E, por outro lado, existem diversos acordos coletivos que já estipulam jornadas de 40 horas. Isso significa que o impacto da legislação não vai ser revolucionário…
Mas vamos continuar esperançosos e lutando por uma carga horária de trabalho mais humana, nos moldes das propostas de ócio criativo, de Domenico De Masi…
Adendo: Sempre que alguém vem com o discurso de que a mão de obra é o recurso mais valioso nas empresas, eu pergunto se ele conhece pessoas que foram demitidas por gastar muito papel, ou muita luz… Quase sempre a resposta é “sim”. O que me leva à próxima pergunta: então, o que é mais valioso para empresa: papel ou pessoa? E geralmente recebo, como resposta, um silêncio constrangedor…



